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Em Castelo Branco, a Raquel Amaral demora de uma a duas semanas até apurar o índigo vegetal para tingir as suas fibras naturais, na Tinturaria natural AMARÁ. Estamos em CASTELO BRANCO (Portugal). É característico o cheiro a VAT índigo assim que se entra na tinturaria natural de Raquel Amaral (29) - a AMARÁ. Na estante de madeira, ao lado das janelas abertas, alinham-se rolinhos de linho manual, tecidos pela sua falecida avó num tear. É a lembrança de uma infância entre tecidos, na companhia dessa matriarca, que inspirou a mudança de carreira desta designer profissional. Depois de tratar um tumor precoce na tiróide, Raquel decidiu eliminar todo o tipo de cancerígenos que pudessem estar em contacto diário com o seu corpo. Para evitar os polímeros e os sintéticos, passou a usar apenas fibras naturais. E decidiu que, profissionalmente, teria de desempenhar um papel activo na necessária mudança. Segurando o tecido durante 20 minutos, Raquel mergulha as suas mãos na tintura, que depois mexerá com uma enorme colher de pau, para que absorva este pigmento vegetal. Raquel explica como são precisas duas semanas para apurar o índigo para tingir as suas fibras naturais.

SLOW FASHION: Raquel Amaral e a Tinturaria natural AMARÁ

sábado, 19 de fevereiro de 2022