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Os mais típicos trajes tradicionais são produzidos segundo princípios de slow fashion, na medida em que utiliza recursos locais como ponto de partida para uma meditação sobre as origens animais ou vegetais das fibras. Tanto um casaco de honras Mirandês (de burel), como uma camisa (de linho) de Viana, como um safão (de anho) de Portalegre, como uma saia (de algodão) de Aveiro, como um capote (de burel) alentejano são de confecção 100% natural. Assim, deduz-se como há no traje popular uma tradição de sustentabilidade e de economia local dos recursos, valores a ser presentemente restaurados por vários projectos eco-fashion nacionais.

Iniciam-nos as unidades basilares que, horizontais e verticais, constroem um tecido: a teia e a trama. Atentamos sobre o fio de seda que desliza no tear. Ao lado, a experiente idosa fia. O fuso vai engrossando com as linhas girando e enrolando na roca. Depois, um tear manual, estirado pelas duas mãos de uma mulher ágil. Quais as vantagens das fibras naturais? Quais as contrapartidas das fibras sintéticas? O que são fibras mistas? A composição dos tecidos que vestimos tem consequências para a saúde? E quais os efeitos, sobre o ambiente, da produção de cada uma destas matérias primas? Como se escolhe, na indústria, cada matéria-prima?   

FIBRAS NATURAIS: Burel

sábado, 19 de fevereiro de 2022