Em muitas partes do mundo, o descarte de máscaras cirúrgicas acaba por entupir os cursos aquosos com lixo, exacerbando a poluição e afectando as pescas. A realidade dos pequenos pescadores é navegar entre oceanos de máscaras descartáveis.
Em Dezembro de 2020, uma organização de conservação marinha baseada em Hong-Kong estimou que estariam cerca de 1,56 milhões de máscaras a flutuar pelos oceanos do globo apenas nesse ano. Isto resulta numas adicionais 4,680 - 6,240 toneladas de poluição marinha, a entrar nos mares a cada ano. A City University of Hong Kong’s School of Energy and Environment adiciona que só as máscaras cirúrgicas poluem 54,800 piscinas olímpicas de água do mar, a cada ano. O plástico contido nas máscaras é outro factor preocupante, por ser polímero. Pela natureza das fibras, desfazem-se rapidamente mas não desaparecem. Tornam-se micro-plástico. Uma só mascara pode libertar 173,000 microfibras por dia, exposta à Luz UV e vigorosamente agitada, segundo um estudo da University de Milano Bicocca em Itália.As Microfibras são tão minúsculas que podem penetrar o mais baixos níveis das cadeias alimentares, como o fítoplancton e o krill. Mas as máscaras são apenas uma fracção minúscula do problema. A poluição marinha tem vindo a ser uma questão nas últimas décadas, mesmo antes da proliferação das máscaras cirúrgicas pelo globo. Mesmo que digamos que há 5,000 toneladas de máscaras de plástico a entrar no oceano, oito milhões de toneladas de plástico entram nas nossas águas marinhas a cada ano. Há que encarar todo o consumo de plástico, não apenas as máscaras.
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