Uma jornalista disfarçada filmou duas fábricas chinesas da gigante do "fast fashion". A Shein tem sido criticada por fazer quase tudo o que não se pode fazer numa empresa, incluindo ter más condições de trabalho, altos níveis de produtos químicos tóxicos nas peças que produz, cópia de modelos de designers e uso indevido de dados de clientes.
A trabalhar cerca de 18 horas por dia, sem folgas e a ganhar três cêntimos por peça de roupa - estas são as condições de muitos dos funcionários das fábricas que produzem as roupas e outras peças vendidas online pela Shein, revela o documentário "Untold: Inside the Shein Machine". A investigação da estação de televisão britânica descobriu pormenores "desumanos" sobre as práticas da empresa chinesa de moda. O canal enviou uma jornalista disfarçada, com o nome "Mei", para filmar dentro de duas fábricas em Guangzhou, na China, que fornecem roupas para a gigante da fast fashion.
FONTE: CNN Portugal Outubro 2022
SHEIN: O VERDADEIRO PREÇO DA ROUPA BARATA
sexta-feira, 21 de outubro de 2022
A sustentabilidade é uma das faces mais procuradas da moda contemporânea, e por pertinentes razões. À medida que as alterações climáticas se tornam uma maior ameaça a cada dia, considerar o impacto dos materiais torna-se da mais vital importância. Na Finlândia, uma muita particular equipa está a explorar um novo segmento: o Emblamar Studio. O seu novo projecto Transform encara as algas marinhas como um material natural para fazer roupas, depois de ter já encontrado o seu lugar noutras indústrias. Usando uma fórmula para o seu tratamento, o estúdio encontrou uma inovadora maneira de usar este ''tecido'', simultaneamente alertando para a nossa necessidade de sustentabilidade e abrindo caminho para o desenho orgânico de novas peças. Porque as sereias nunca passam de moda, talvez as algas integrem o seu futuro.
''A palavra “orgânico” é uma poderosa ferramenta de marketing – as marcas gostam de divulgar a sua preferência por produtos “verdes” para mostrar que estão a fazer a sua parte para combater a pegada ambiental da indústria da moda. As marcas sabem, também, que os consumidores preferem um produto que acreditam ser mais amigo do planeta. Habitualmente, o que é orgânico cresce sem recurso a aditivos sintéticos ou a pesticidas e não é geneticamente modificado. Contudo, a realidade nem sempre é tão simples.
Num painel recentemente organizado pela Cotton Inc., alguns dos oradores presentes começaram por explicar que as variedades de algodão convencional têm maior rendimento, ou seja, uma única planta irá produzir mais fibra do que a sua contraparte orgânica. Isso acontece porque o algodão convencional foi geneticamente projetado para esse fim. Nos últimos 35 anos, a produção de algodão aumentou 42%, em grande parte devido à biotecnologia e a melhorias técnicas na irrigação das culturas.
O algodão orgânico, por definição, vem de plantas que não foram geneticamente modificadas. Devido a essa diferença, para conseguir a mesma quantidade de fibra de uma cultura orgânica é necessário plantar mais algodão, o que significa usar mais terra. Essa terra, claro, tem de ser cuidada e irrigada.''
São necessários, segundo a Cotton Inc., aproximadamente 1.097 litros de água para fazer crescer o algodão convencional necessário à produção de uma t-shirt. Já para produzir a mesma t-shirt com algodão orgânico é preciso cerca de 2.498 litros de água.
A principal preocupação ambiental com o uso da água refere-se à irrigação, especialmente em países como a Índia, com grande escassez de água. Cerca de metade das culturas de algodão a nível global – orgânicas e convencionais – recolhem a água das chuvas, de acordo com a Cotton Inc., não sendo claro qual a quantidade adicional de água que uma determinada peça de roupa necessitou para ser produzida.
Há quem defenda que o algodão orgânico exige menos água ao longo do tempo, em grande parte porque o solo com mais carbono proveniente da matéria orgânica armazena melhor a água. Mas geralmente uma planta de algodão tem a mesma necessidade de água, independentemente de ser orgânica ou não. Além disso, os agricultores convencionais também usam muitos métodos para manter o solo saudável.
Existem ainda outras variáveis a ter em consideração, como os quilómetros que o algodão viaja até chegar ao guarda-roupa dos consumidores. É na Índia que cresce grande parte do algodão orgânico mundial e os EUA são provavelmente o seu maior consumidor. Enquanto isso, a sueca H&M, que fabrica a maioria da sua roupa na Ásia, assume-se como uma das maiores utilizadoras de algodão orgânico.
Outra questão é saber como é que a peça de roupa foi tingida e acabada. Este processo pode também ser orgânico ou não. Se for, a peça tem de ser certificada num programa como o Global Organic Textile Standard.
O algodão orgânico pode ter uma vantagem no que diz respeito à menor utilização de produtos químicos. Ainda são utilizados produtos químicos, mas apenas os que derivam de produtos naturais, ditos menos nocivos. Contudo, algumas evidências sugerem que certos pesticidas orgânicos podem ser piores para o ambiente do que os convencionais. Ainda assim, alguns produtos químicos usados na agricultura convencional têm suscitado sérias preocupações, como o glifosato, um herbicida da Monsanto amplamente utilizado mas que a Organização Mundial de Saúde considerou «potencialmente cancerígeno».
FONTE: https://www.portugaltextil.com/algodao-organico-pior-a-emenda-que-o-soneto/
ECO-LIFE: ''Pode o plástico marinho ser transformado em fio?''
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
Se a moda está tão estreitamente associada à modelação de um conceito de feminino ancestral, de que forma é que estará ligada à evolução do feminismo? Com o sector têxtil como pano-de-fundo, pensamos na relação entre o vestuário e a evolução da mulher, em Portugal.
À mesma mesa, trazem-se as mais contraditórias perspectivas: se por um lado a costura era uma possibilidade de trabalhar em casa numa altura em que certas mulheres não podiam sair do espaço doméstico, emancipando-as com um salário, por outra, o trabalho fabril na área têxtil é, claramente, duro e monótono; Se, por sua vez, as mulheres sempre costuraram e bordaram, ainda assim, só recentemente é que esta arte saiu da perspectiva do artesanato, sendo reconhecida enquanto expressão autoral.
Juntos pelo mesmo objetivo
Um objetivo comum às marcas envolvidas. «Como vimos ao longo de 2020, uma grande mudança só pode ser conseguida através de uma ação coletiva. Juntos, os concorrentes têm influência suficiente para endireitar o navio no que diz respeito à ameaça universal das mudanças climáticas. Com o ZQRX, estamos a apoiar um movimento para um futuro verdadeiramente regenerativo, um que dá prioridade ao planeta e apoia a nossa busca incessante para fazer coisas melhores de uma forma melhor», sustenta Tim Brown, cofundador da Allbirds.
A icebreaker e a Smartwool, esta última parte da VF Corporation, tinham já ajudado a fundar a plataforma original ZQ há 13 anos, enquanto a Allbirds, que também se aprovisiona de lã ética com recurso à ZQ, será a primeira marca de moda a etiquetar todos os artigos que vende com a sua pegada de carbono.
«Acreditamos na melhoria contínua e quando sabemos mais, fazemos mais. É por isso que temos estado a impulsionar soluções inovadoras de lã merino sustentável em todos os níveis do nosso negócio há mais de 25 anos», aponta Jen McLaren, presidente da marca Smartwool.
Já o presidente da marca icebreaker, Greg Smith, confessa que «estamos constantemente impressionados pela forma como os produtores cuidam da sua terra, dos seus animais e das suas pessoas. Está tudo interligado. Os nossos produtores já fizeram avanços, ao longo de gerações, para cultivarem de forma regenerativa. A ZQRX honra esses passos e dá-nos uma plataforma para medir, seguir melhorias e ir mais além».
Em conjunto, as três marcas representam aproximadamente 2 milhões de quilos de lã. «Embora não haja uma solução única para os desafios climáticos que enfrentamos, a plataforma ZQRX dá poder aos agricultores para trabalharem com a natureza para melhorarem continuamente. É um passo que nós, coletivamente, enquanto marcas líderes mundiais em lã merino, podemos dar para mudar o mundo e deixar o planeta melhor do que o que encontramos», conclui Greg Smith.''
FONTE: https://www.portugaltextil.com/la-regenerativa-ganha-aliados/
O desabamento, em 2013, de um prédio de três andares onde funcionava uma fábrica de tecidos em Bangladesh revelou não só o amplo incumprimento das normas básicas de segurança no país, como também o lado obscuro da indústria de moda internacional. Na tragédia, que ocorreu na capital Dhaka, morreram pelo menos 377 pessoas.
"É no norte da capital Dhaka que se concentra a maior parte das fábricas de roupas do país. Muitas delas fabricam peças para marcas internacionalmente conhecidas. Das casas de um quarto e dos casebres onde os operários vivem, podem-se ver blocos de concreto de múltiplos andares atravessando os céus da região. Nos telhados, vigas de aço reforçado são aparentes, na esperança de que outro piso repleto de máquinas de costura seja erguido. Trata-se de um sinal, para os críticos, de que o "boom de roupas" ultrapassou os limites, na tentativa desesperadora de alimentar o apetite do Ocidente por roupas mais baratas. O Rana Plaza, que desabou uma semana antes, era mais uma entre as dezenas de fábricas locais, com a cadeia de lojas britânica Primark como um de seus principais clientes. Em sua defesa, a Primark informou que estava "chocada e entristecida" pelo desastre e que exigiria de seus outros fabricantes uma revisão dos padrões de segurança no trabalho. Mas esta é apenas uma pequena amostra de um cenário conhecido há bastante tempo na região. Seis meses antes, no mesmo local, um incêndio reduziu a cinzas uma fábrica que fazia roupas para a cadeia americana de supermercados Walmart, matando 100 trabalhadores, até então o maior acidente industrial já ocorrido em Bangladesh.
A placa com a frase "Proibido trabalho infantil" adorna a entrada de muitas fábricas, assegurando o cumprimento de uma lei nacional que impede o trabalho de menores de 18 anos na indústria de roupas. Mas ainda não está claro se os fiscais das marcas internacionais também procuram "falhas estruturais" nos edifícios onde muitas dessas fábricas estão localizadas.
FONTE: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/04/130428_bangladesh_tragedia_lado_obscuro
SOS: Derrocada de uma fábrica têxtil (Primark) no Bangladesh, 2013
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
No presente, a Moda precisa de prestar mais atenção ao interesse do consumidor em roupas usadas, na reciclagem e no upcycling, que se opõem à cultura do “novo”, tornando o gesto de vestir mais sustentável.
ECO-LIFE: Onde comprar Vintage em Lisboa
terça-feira, 22 de fevereiro de 2022
SOS: Projecto Linha Vermelha
domingo, 20 de fevereiro de 2022
https://www.fairplanet.org/support/clean-clothes-campaign-goes-on/
A Clean Clothes Campaign (Campanha por is dedicated to improving working conditions and supporting the empowerment of workers in the global garment and sportswear industries, help ensuinge that the fundamental rights of workers are respected. Through education and mobilisation of consumers, lobby companies and governments, they support worldwide workers in the textile industries as they fight for their rights and demand better working conditions.
The CCC calls on all companies involved in the collapse of the Rana Plaza factory building in Bangladesh in April 2013, killing 1,134 people and leaving thousands more injured, to finally make substantial contributions to the compensation fund. It was the worst ever industrial accident to hit the garment industry. Only in this way can the surviving victims and dependents of Rana Plaza be ensured of a dignified existence.
Support the Clean Clothes Campaign with their petition to help demanding a compensation from the responsable companies for the Rana Plaza victims!
Também a escravidão das marcas de luxo em países de Leste tem sido objecto de documentários, em Países como a Bulgária, Roménia ou Moldávia, pelas longas horas de trabalho das assalariadas na produção de bens que não têm poder económico para adquirir.
No contexto fabril, os exemplos de abuso - à escala internacional - são vários e extremos. Chegam notícias de fábricas de têxtil no Lesotho (África), onde se produziam Levis e Wrangler, e hoje se referem abusos sexuais contra 120 trabalhadoras.
https://vintageforacause.pt/
''Vintage for a Cause is circular economy brand with social commitment, focused on reusing textile waste through upcyling while empowering unemployed women over 50. Within a collaborative platform framework the brand creates limited editions of timeless designs, gathering, engaging and influencing different stakeholders throughout the value chain towards a more sustainable production and consumption.''
Um estudo feito pela ONU – Organização das Nações Unidas, em 2019, mostrou que a produção de roupas no mundo dobrou entre os anos de 2000 e 2014. Esse enorme aumento da produção não significa, necessariamente, que um número maior de pessoas está tendo acesso a roupas de melhor qualidade. O que se observa é um aumento do consumo de produtos ligados a moda pelas classes de maior poder aquisitivo nos países mais desenvolvidos, que é seguido por um aumento equivalente no descarte de peças consideradas fora de moda.
Esse aumento no consumo gera diversos problemas ambientais, especialmente em países pobres e/ou em desenvolvimento que, por apresentar baixos custos de produção e de mão de obra, passaram a concentrar essas empresas nas últimas décadas.
Nas duas postagens anteriores mostramos alguns desses problemas. No primeiro caso falamos das indústrias têxteis da região do rio Citarum, na Ilha de Java – indonésia. O Citarum é considerado o rio mais poluído do mundo e tem como principais fontes de poluição os resíduos e efluentes gerados por indústrias de tecelagem e fiação.
O outro caso foi o do rio Yamuna, um dos principais afluentes do Ganges, o maior, mais importante e mais sagrado rio da Índia. As margens do rio Yamuna concentra centenas de indústrias do ramo têxtil e também curtumes. Juntas, essas empresas despejam milhões de litros de efluentes com altos índices de contaminação por produtos químicos. Nos últimos dias, as águas do Yamuna foram tomadas por uma densa massa de espumas flutuantes, um sintoma da gravíssima contaminação das águas.
Indústrias têxteis e curtumes são grandes consumidores de água. Estudos da ONU indicam que a produção de uma única calca jeans requer o uso de 7.500 litros de água. O tratamento de 1 tonelada de couro consome entre 20 e 80 m3 de água ao longo dos diversos processos. Além do alto consumo, esse grande volume de água retorna ao meio ambiente contaminado pelos produtos químicos usados nas cadeias de produção.
Ainda segundo a ONU, a indústria têxtil é “responsável por 20% do total de desperdício de água globalmente”. Indústrias dos segmentos têxtil e de produção de calçados respondem por 8% das emissões mundiais de gases de Efeito Estufa. Outro dado dramático – essas indústrias geram um volume de resíduos equivalente a um caminhão de lixo a cada segundo. Esses resíduos vão para aterros (muitos deles clandestinos) ou são queimados.
Exemplos dessas agressões ambientais existem por todos os cantos do mundo. O subcontinente indiano, especialmente a Índia e Bangladesh (o Paquistão se especializou em tecelagem), além da China, Malásia, Tailândia, Indonésia e Vietnã, entre outros, se mostraram altamente promissores, oferecendo farta mão de obra barata e leis trabalhistas altamente permissivas. Esses países foram transformados numa espécie de paraíso na terra para as confecções.
Bangladesh é um caso extremo. O custo da mão de obra no país é menor do que na China, o que transformou Bangladesh em uma imensa rede de pequenas oficinas de corte e costura de roupas, de pequenas tecelagens e inúmeras tinturarias. O país é o segundo maior produtor mundial de têxteis do mundo – é comum encontrarmos roupas nas lojas das grifes mais sofisticadas do mundo com a inscrição “Made in Bangladesh”.
Um grande exemplo brasileiro de descaso ambiental criado por essas indústrias é o rio Capibaribe, o maior do Estado de Pernambuco e que aparece em 7º lugar na lista dos rios mais poluídos do Brasil. Entre os municípios que mais contribuem para essa poluição está Toritama, cidade conhecida como a “capital nordestina do jeans”. São centenas de empresas têxteis que vão de pequenas oficinas de costura domésticas a grandes fábricas, além de dezenas de tinturarias.
Outro exemplo é o rio dos Sinos, no Rio Grande do Sul, considerado o 4º rio mais poluído do Brasil. O Vale do Rio dos Sinos tem uma forte economia industrial formada por curtumes, indústrias químicas, metalúrgicas, produtoras de plásticos e de componentes para calçados – aliás, a região concentra o maior polo calçadista do Brasil e, na esteira, um grande número de curtumes e indústrias associadas. Grande parte dos efluentes dessas empresas é despejado no rio sem receber um tratamento adequado.
Um vídeo chocante que está circulando pelas redes sociais e que ilustra o quanto a indústria da moda é danosa para o meio ambiente é a de imensas pilhas de roupas “velhas” amontoadas no Deserto do Atacama, no Norte do Chile. O país é o maior importador de roupas usadas da América Latina. As peças passam por um processo de seleção – as roupas em bom estado são colocadas para venda no mercado e as peças consideradas “ruins” são descartadas.
De acordo com os cálculos do Governo local, o volume de roupas descartadas é da ordem de 59 mil toneladas a cada ano. Como os aterros sanitários da região só aceitam resíduos biodegradáveis as empresas descartam clandestinamente as peças inservíveis no árido Deserto do Atacama, localizado a cerca de 1800 km da Capital do país – Santiago.
A porta de entrada dessas importações é o Porto de Iquique, onde funciona uma zona franca similar a que existe em Manaus. Os produtos vêm em grandes contêineres embarcados nos Estados Unidos, Canadá e países da Europa, onde existe uma verdadeira febre de consumo de produtos de moda. Muitas das grandes grifes internacionais chegam a lançar até 50 coleções por ano nesses países.
Com esse ritmo de lançamentos, muitos dos consumidores usam as peças apenas uma ou duas vezes, descartando as roupas logo depois. Muitas empresas se especializaram na compra dessas peças usadas, que acabam sendo revendidas para outros países, onde roupas de marcas de grife famosas são muito valorizadas.
As peças passam por um rigoroso processo de seleção, onde apenas as melhores serão separadas e encaminhadas para a venda nas lojas. Roupas manchadas, sujas ou com defeito são automaticamente encaminhadas para o descarte. De acordo com as regras da zona franca chilena, produtos importados com taxas reduzidas e subsídios não podem sair da região sem o pagamento de impostos. Logo, o caminho mais fácil para o descarte é o vizinho Deserto do Atacama.
Como não seria diferente, esses depósitos clandestinos de roupas atraem muitos catadores, gente que garimpa roupas para usar ou mesmo para revender (vide imagem). Existem grandes rotas de contrabando desses produtos na direção de países como Bolívia, Peru e Paraguai.
As peças inservíveis continuam abandonadas ao relento – o tempo médio para a decomposição de tecidos na natureza é de cerca de 200 anos. Como o Atacama é considerado o deserto mais árido do mundo, é provável que esse tempo venha a ser ainda maior.
Em linguagem popular, trata-se de lixo do Primeiro Mundo que acabou arrumando um cantinho aqui no Terceiro Mundo. Triste sina essa nossa…
autora:
Sabrina D. Marques (aluna da Modatex, 2022)


